Pequim O editor chinês da autobiografia da ex-primeira-dama americana Hillary Clinton, ''Living History'', admitiu ter feito ''ajustes técnicos'', depois dos protestos da autora, que o acusou de ter censurado o livro, retirando os trechos onde critica a China.
Zhang Zude, diretor da editora Yilin Press, de Nanquim (China), também lamentou na imprensa local não ter chegado a um acordo com a editora americana, Simon and Schuster, sobre as mudanças feitas no livro.
''Na edição do livro, fizemos alguns ajustes técnicos para assegurar uma receptividade melhor de nossos leitores'', declarou Zhang. Acrescentou que o livro foi editado ''sob pressão'' e rapidamente porque, segundo ele, já circulavam cópias piratas feitas em Taiwan, o que o impediu de entrar em contato com Simon and Schuster.
O editor chinês disse ainda que espera chegar a um ''final positivo'' no contencioso com a autora e sua editora americana.
O jornal The New York Times informou esta semana que Hillary Clinton, hoje senadora democrata pelo Estado de Nova York, está ''surpresa e indignada''. ''Censuraram meu livro, é como se tivessem tratado de censurar a mim mesma'', disse ela ao jornal.
''A versão chinesa do livro de Hillary Clinton tem mudanças em relação ao texto original e em vários trechos'', protestou por sua parte Simon and Schuster, que constatou modificações em 10 páginas.
Os trechos alterados destacam questões abordadas por Hillary a respeito da China.

mockup