Pequim A China confirmou oficialmente ontem um novo caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), a pneumonia asiática, e iniciou uma campanha de extermínio dos gatos-de-algália, animais considerados transmissores da doença. ''A província de Cantão comunicou um caso confirmado de Sars'', informou o ministério da Saúde chinês, nove dias depois da divulgação de um caso suspeito num paciente hospitalizado na província meridional.
Este é o primeiro caso de pneumonia asiática registrado em Cantão desde o dia 25 de junho de 2003.
A origem da contaminação do enfermo de Cantão ainda não foi estabelecida, mas as autoridades locais decidiram iniciar uma campanha de extermínio do gato-de-algália, ou civeta, felino selvagem suspeito de ser o vetor da transmissão da doença para o homem.
De acordo com o cientista chinês Zhong Nanshan, as análises demonstram uma grande semelhança genética entre o coronavírus do caso de Cantão e o coronavírus encontrado nos gatos-de-algália. Também mostram uma mutação do vírus.
''Os resultados sugerem que o coronavírus pertence à mesma cepa, mas é diferente do coronavírus humano ou animal encontrado no ano passado'', informou o doutor Zhong. ''Isto indica que outro subgrupo de coronavírus da Sars passou dos animais selvagens para o homem nos últimos meses'', acrescentou.
As autoridades de Cantão anunciaram que pretendem eliminar 10.000 gatos-de-algália. Além disso, decidiram fechar todos os mercados de animais selvagens da província.
Até o momento, 2.030 gatos-de-algália foram colocados em quarentena pelas autoridades da província de Guangdong, informou a agência Nova China.
Nas Filipinas Uma mulher filipina, que voltava de viagem de Hong Kong, onde trabalha como empregada doméstica, com uma forte febre, e sua família foram colocadas de quarentena e submetidas a exames de diagnóstico da Sars, informou ontem o ministério da Saúde.
No ano passado, as Filipinas registraram 12 casos de pneumonia asiática, dois deles fatais. Milhares de mulheres filipinas trabalham como empregadas domésticas em Hong Kong e muitas delas visitam o país de origem durante as festas de fim de ano.
A OMS pediu uma intensificação da investigação sobre a origem da pneumonia asiática.

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