China impede transmissão de notícias dos protestos em Hong Kong
O governo central da China está impedindo a transmissão de notícias sobre os protestos pró-democracia em Hong Kong para o restante do país, em uma restrição tão ampla que nenhuma imagem das manifestações apareceu na mídia estatal. O esforço de controle do governo é tanto que pelo menos um homem foi detido por ter publicado informações sobre os acontecimentos
Por outro lado, a imprensa de Hong Kong tem feito transmissões ao vivo e contínuas, mostrando estudantes desarmados tentando se proteger do gás lacrimogêneo e de pimenta com guarda-chuvas. Os manifestantes pedem mais democracia na ex-colônia britânica.
Esse contraste destaca as divergências no acordo de "um país, dois sistemas" que o Partido Comunista da China estabeleceu quando negociou o retorno de Hong Kong ao país, em 1997. A situação também reflete a extrema sensibilidade de Pequim à possibilidade de os protestos chegarem ao continente.
"As autoridades veem isso como questão de vida ou morte", afirmou Zhao Chu, colunista e analista independente que vive em Xangai. "Eles não veem isso como uma questão local, mas sim como um estopim que pode acabar com o mundo deles", acrescentou.
Em Hong Kong, os canais de televisão NOW e Cable TV têm feito coberturas em tempo real dos eventos e mostraram na última semana estudantes invadindo edifícios do governo e confrontos entre os jovens e policiais. O jornal local Apple Daily, por sua vez, tem em seu site um serviço que mostra imagens aéreas da multidão, capturadas por um drone.
É o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,36 bilhão de habitantes. É uma república socialista, governada pelo Partido Comunista da China (PCC)
Forma de governo em que o povo elege livremente seus representantes e exerce a soberania do Estado mediante um sistema partidário pluralista, com liberdade de imprensa e de organização política
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





