O governo chinês garantiu ontem que o milionário saudita Osama bin Laden, suspeito principal dos atentados do dia 11 nos Estados Unidos, não poderá se refugiar na China. ''Essa possibilidade não existe. Tomamos também medidas a esse respeito'', disse o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Zhu Bangzao.
No fim de semana, um jornal britânico disse que Bin Laden já teria fugido do Afeganistão e entrado na China, mas, segundo Zhu Bangzao, essa notícia é ''totalmente infundada''. ''Não há possibilidade de ele entrar na China'', afirmou Zhu Bangzao.
O porta-voz não precisou a natureza das referidas ''medidas'', realçando apenas que ''a China tem o direito de adotar as providências necessárias para manter a paz e a estabilidade nas suas fronteiras''.
China e Afeganistão partilham uma montanhosa fronteira de 70 km de comprimento entre o Tadjiquistão e o Paquistão.
AtaqueA China minimizou ontem os efeitos que um possível ataque americano ao Afeganistão poderia provocar entre a comunidade muçulmana do Xinjiang, afirmando que aquela região está estável e a grande maioria da população se opõe ao terrorismo. ''A violência e o terrorismo no Xinjiang envolvem apenas um grupo muito pequeno de pessoas e nós somos capazes de lidar com o problema'', disse o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

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