China faz advertência contra ‘forças hostis’
A China advertiu ontem que não irá tolerar ‘‘forças hostis’’ que usam a religião para incitar revolta. O aviso do Conselheiro do Estado, Ismail Amat, foi feito numa conferência religiosa em Pequim apenas alguns dias depois que o 17º Karmapa, líder budista tibetano, fugiu do Tibete para a Índia. Amat chamou a atenção para o fato de que a aproximação da China em relação à religião está sendo feita para manter o controle sobre as diversas vertentes e adaptá-las ao socialismo, divulgou o jornal ‘‘People’’. Amat, que representa a minoria muçulmana no oeste da China, não mencionou o exílio do Karmapa. Mas a jornada de oito dias do líder budista, de 14 anos, a pé e de jipe pelo Himalaia até a Índia causou embaraço a Pequim e reacendeu a preocupação dos líderes comunistas quanto a manter o controle sobre atividades religiosas.