Pequim- A China reforçou a segurança a três dias do início dos Jogos Olímpicos de Pequim e após o atentado sangrento da véspera, em Kashgar, região de Xinjiang, atribuído pelo governo a islamitas da etnia iugur.
''Podemos garantir a segurança dos Jogos Olímpicos. Estamos preparados para enfrentar toda e qualquer ameaça'', insistiu o porta-voz do Comitê de Organização (Bocog), Sun Weide.
''Há um risco que pesa sobre a segurança dos Jogos Olímpicos e, por isso, preparamos centenas de planos'', disse o porta-voz, sem dar detalhes.
Para evitar qualquer inconveniente durante os Jogos, o exército chinês mobilizou mais de 34.000 soldados, 121 aviões e helicópteros e 33 navios.
O atentado de segunda-feira contra policiais deixou 16 mortos em Kashgar, na região de maioria muçulmana de Xinjiang (noroeste). O ataque foi cometido por dois indivíduos de etnia uigures, muçulmanos de fala turca, afirmou a polícia chinesa.
A bordo de um caminhão, eles se lançaram contra um grupo de 70 policiais que estavam fazendo o cooper matinal. Eles desceram lançando explosivos artesanais e bateram nos policiais.
Ontem, pela primeira vez, o governo acusou os islamitas uigures. ''No local do ataque, a polícia encontrou duas facas e documentos de propaganda convocando as pessoas para a guerra santa'', indicou o ministério da Segurança pública em um comunicado.
Os policiais afirmaram ter também encontrado componentes de explosivos parecidos com os apreendidos durante uma operação policial num acampamento do Partido islâmico do Turquistão Oriental (Etim) em janeiro de 2007 em Xinjiang.
Esta é a primeira vez que as autoridades citam o Etim como provável autor no atentado, um dos mais sangrentos dos últimos anos na China.
Segundo a agência oficial Nova China, os responsáveis regionais recolheram recentemente ''elementos que sugerem que o ETIM previa realizar ataques entre 1º e 8 de agosto''.
Sob pressão dos EUA e da China, o movimento foi colocado na lista de organizações terroristas da ONU. As autoridades chinesas deram apenas alguns detalhes sobre os autores do atentado contra os membros da polícia das fronteiras.
O mais alto responsável de Kashgar afirmou que eles estão tentando ''realizar uma guerra violenta e psicológica contra os Jogos Olímpicos''.

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