Singapura - O presidente chinês Xi Jinping chegou ontem a Cingapura em uma visita de estado ofuscada pelo encontro histórico que manterá com seu colega taiwanês Ma Yong-jeou hoje, um fato inédito desde que China e Taiwan se separaram há 66 anos. Xi e sua esposa Peng Liyuan foram recebidos com honras militares e depois compareceram a um banquete na residência oficial do presidente de Cingapura.
Ma Ying-jeou e Xi se reunirão hoje, a primeira vez que os dirigentes dos dois regimes antagonistas têm um encontro desde o final da guerra civil e fundação da República Popular da China em 1949, quando os nacionalistas do Kuomintang (KMT) se refugiaram em Taiwan.
O encontro terá como tema a política de aproximação gradual iniciada há sete anos - com a chegada ao poder de Ma -, que resultou na criação de voos diretos, acordos comerciais e em um boom turístico.
Uma parte da opinião pública taiwanesa, no entanto, recebeu com frieza a notícia da reunião, pois consideram uma tentativa de melhorar a imagem da China e de favorecer o governante KMT na eleição presidencial de janeiro, que Ma Ying-jeou não poderá disputar. "Esta reunião busca o bem-estar das gerações futuras, não as eleições", se defendeu o presidente taiwanês durante um discurso à nação.
"É meu dever construir pontes entre os dois lados e com o objetivo de que o próximo presidente possa atravessar o rio", completou.
As relações entre China e Taiwan eram caracterizadas pela desconfiança mútua desde a proclamação em 1949 da República Popular da China por Mao Tsé-Tung. A chegada ao poder em 2008 do presidente Ma representou uma melhora nas relações bilaterais entre os dois países. oposição, o Partido Progressista Democrático, Tsai Ing-wen, favorável à manutenção do status quo com Pequim, é a grande favorita para suceder Ma nas eleições de janeiro.

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