China é exceção no aumento da pobreza
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domingo, 29 de abril de 2001
France PresseDe Washington 
Com exceção da China, a pobreza extrema aumentou no mundo entre 1987 e 1998, advertiu este domingo o Banco Mundial, que fez um pedido para que se redobrem os esforços para que se alcance o objetivo internacional de reduzir à metade, no ano de 2015, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia.
A China e outras nações asiáticas estão fazendo progressos para melhorar o nível de vida dos mais pobres, mas a África está perdendo terreno, e na América Latina os resultados são mistos, segundo o informe Indicadores do Desenvolvimento Mundial 2001, divulgado pelo Banco Mundial durante as reuniões semestrais do instituto e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O banco enfatizou que faz falta uma ação global urgente para ajudar mais países a alcançarem as metas de redução de pobreza, e em particular estender a educação às suas populações e melhorar a saúde das crianças carentes.
O informe destaca que em 1998, a data mais recente para a qual existem estatísticas confiáveis disponíveis, 1,2 bilhão de pessoas uma em cada cinco no mundo viviam na pobreza absoluta, com menos de um dólar por dia.
Também destaca que 10 milhões de crianças pobres menores de cinco anos morreram em 1999, a maioria por causa de doenças previníveis.
Mais de 113 milhões de crianças pobres não frequentam a escola, e meio milhão de mortes a cada ano durante gravidez e nascimentos poderiam ser evitados com atenção médica adequada, segundo o estudo.
Os números nos dizem que a tarefa é imensa, mas há espaço para a esperança, disse o economista chefe do Banco Mundial, Nicholas Stern.
Se os países em desenvolvimento, os países desenvolvidos e as organizações internacionais trabalharem juntos com urgência, centenas de milhões de pessoas terão oportunidades de escapar da pobreza aguda, afirmou.
Stern se declarou otimista em relação às perspectivas da América Latina, graças sobretudo a seu potencial para realizar um forte crescimento econômico.
Ele destacou que Chile, Brasil e México fortaleceram muito suas perspectivas nesse campo, e também existem evidências de progressos no Peru, em El Salvador e Granada, enquanto nos outros países ocorreram poucas mudanças, ou até retrocessos.
Todos os estudos sobre o tema coincidem em que a diminuição do desemprego e a redução da pobreza requerem estabilidade e crescimento econômico.
O informe do Banco Mundial é parte de um esforço para supervisionar as metas internacionais de desenvolvimento, estabelecidas em uma série de conferências das Nações Unidas, incluindo a de reduzir à metade no ano 2015 o número de pessoas vivendo na pobreza crítica.


