São Paulo - Os presidente da China, Xi Jinping, e dos EUA, Barack Obama, anunciaram nesta quarta-feira, em Pequim, um acordo histórico para a luta contra as mudanças climáticas, que inclui reduções nas emissões de gases poluentes na atmosfera. A China, maior emissor de gases ligados ao efeito estufa do mundo, se comprometeu pela primeira vez a diminuir suas emissões de carbono na atmosfera. O país estipula o prazo limite de 2030 para começar tal redução, mas diz que a meta pode ser alcançada mais cedo. Xi se comprometeu ainda em produzir 20% de energia a partir de fontes limpas.
Pelo mesmo acordo, os EUA, que estão em segundo no ranking dos maiores emissores destes gases, se comprometem a diminuir emissão entre 26% e 28% com relação aos níveis de 2005. É a primeira vez que Obama amplia a proposta de redução para além da meta de 17% até 2020.
Jinping e Obama fizeram o anúncio durante entrevista coletiva em Pequim, onde estavam reunidos para cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). Trata-se de um "acordo histórico", destacou Obama, que acrescentou que o objetivo dos EUA é "ambicioso, mas alcançável". O presidente da China destacou que os dois países empreenderam "um novo modelo" para as relações entre potências e comemorou o nível de entendimento entre os dois governos.
O acordo, que foi negociado em sigilo durante meses pelos dois países, pretende promover um pacto em nível global, de olho na Conferência sobre Mudança Climática que acontecerá em Paris, na França, no ano que vem. "Temos uma responsabilidade especial para liderar um esforço global contra a mudança climática", afirmou Obama, que lembrou que os Estados Unidos e a China são "as duas maiores economias, os maiores consumidores de energia e os maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo".

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