China é criticada por piora em direitos humanos
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quinta-feira, 10 de março de 2016
Folhapress 
São Paulo - Doze países, liderados pelos Estados Unidos, criticaram "a deterioração dos direitos humanos" na China em uma declaração lida ontem durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas ( ONU). O embaixador americano Keith Harper cobrou que Pequim libere ativistas detidos no país, sejam chineses ou estrangeiros. E afirmou que as frequentes transmissões, pela televisão, de supostas confissões de detidos por crimes diversos, antes mesmo de processos judiciais, violam convenções internacionais e as próprias leis chinesas.
O raro posicionamento foi apresentado em conjunto com Austrália, Japão e nove países europeus.
Sophie Richardson, diretora da Human Rights Watch para a China, comemorou as críticas à China. "A declaração mostra que, enquanto o presidente Xi Jinping pensa que ele pode erradicar diferenças de opinião em casa, o mundo apoia os defensores em combate pelos direitos humanos na China", disse em nota divulgada pela entidade.
A delegação chinesa no conselho reagiu de maneira firme à fala do embaixador americano. "Os Estados Unidos são um país notório por prisões abusivas em Guantánamo, sua violência por armas é desenfreada, o racismo é um mal enraizado", afirmou ao conselho o diplomata Fu Cong. "Os EUA conduzem escutas clandestinas em larga escala, usam drones para atacar civis inocentes em outros países, suas tropas cometem estupros e assassinatos de locais em terra estrangeira. E promovem sequestros no exterior e utilizam prisões clandestinas", completou.


