China contabiliza quase 12 mil mortos
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Folhapress 
São Paulo - A China tenta intensificar o trabalho de ajuda por meio do estabelecimento de um comando de emergência, após abalos secundários terem atingido as áreas afetadas pelo terremoto registrado segunda-feira, que deixou ao menos 11.921 mortos no país, informou a agência de notícias estatal Xinhua.
Segundo a agência, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, realizou uma reunião no comando de emergência, da qual participaram funcionários do Departamento de Sismologia da China e do Ministério dos Assuntos Civis, para elaborar planos de emergência.
Na manhã de ontem, dois abalos secundários de 6 graus na escala Richter e 16 abalos de 5 graus de magnitude ocorreram em áreas atingidas pelo desastre no sudoeste da China. Foram registrados mais de 1.950 pequenos tremores durante toda o dia de ontem.
O número de mortes causadas pelo terremoto mais devastador a atingir a China em três décadas aumentou para ao menos 11.921, afirmou ontem Wang Zhenyao, chefe do departamento de ajuda de emergência do Ministério de Assuntos Civis.
A agência de notícias estatal Xinhua disse que 10 mil pessoas estão soterradas somente na área de Mianzhu, a sudoeste da Província de Sichuan.
''O número de mortes do desastre chegou a 11.921'', disse Zhenyao. ''A prioridade é salvar pessoas. Enquanto houver um fio de esperança, tentaremos salvá-los'', disse ele, acrescentando que a maior ameaça à vida agora são os deslizamentos de terra.
Acredita-se que o tremor tenha sido o pior a atingir a China desde o terremoto de 1976, em Tangshan, onde até 300 mil pessoas morreram.
O Japão e a União Européia já anunciaram ajuda humanitária aos afetados pelo terremoto.


