A dois dias da posse de Chen Shui-bian, o primeiro presidente independentista da história de Taiwan, os militares da China aumentaram ontem o tom das ameaças contra eventuais aspirações separatistas da ilha e se disseram preparados para a guerra.
‘‘Com a lança no lugar da almofada esperamos o amanhecer’’, foi o título utilizado pelo órgão oficial das Forças Armadas sobre uma grande fotografia de uma peça de artilharia móvel da ‘‘região de guerra de Nanquim’’.
Chen afirmou ontem que a ‘‘China comunista pode ser grande, mas deve ser razoável, porque Taiwan é pequena, mas possui a verdade dada pela liberdade, a democracia e o respeito aos direitos humanos’’.
Na China, um jornal local de Hainan ilustrou um suposto plano de quatro fases para a ‘‘libertação de Taiwan’’, citando como fonte um ex-oficial da ‘‘região de guerra de Nanquim’’, Gu Hui.
A princípio, seria realizado um bloqueio total da ilha; se ao final de dois meses não houvesse sinais de rendição, seria lançado um ataque à ilha de Jinmen, muito próxima à costa chinesa, com o auxílio da aeronáutica, que poderia enviar cerca de 3 mil aviões, três aparelhos para cada avião de Taiwan.
Se isto não bastasse está previsto um ataque de mísseis contra posições militares e, sob a cobertura de um bombardeio aéreo, o desembarque das tropas.

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