INTIMIDAÇÃO China adverte Taiwan sobre independência Taiwaneses são pressionados a votar sábado contra a tendência separatista France PressePRESSÃOSimpatizantes dos partidos progressistas de Taiwan fazem manifestação nas ruas de Taipei France Presse De Taipei Os taiwaneses, que elegem no sábado seu presidente, estão sendo praticamente obrigados pelos chineses a escolher entre guerra e paz, já que Pequim ameaça usar a força para evitar qualquer idéia de independência na ilha. A pressão vem crescendo nas últimas semanas e aumentou ainda mais ontem, com uma severa ameaça chinesa. ‘‘Não atuem impulsivamente para decidir qual caminho Taiwan vai seguir no futuro para não se arriscarem a não ter outra ocasião para lamentá-lo’’, declarou o primeiro-ministro chinês Zhu Rongji, considerado um moderado. Zhu acrescentou que o povo chinês ‘‘utilizará todo o seu sangue e sacrificará sua vida pela dignidade da nação’’. Pequim considera Taiwan uma ‘‘província rebelde’’ desde 1949, quando as forças nacionalistas se refugiaram na ilha fugindo da ofensiva dos comunistas vitoriosos no continente. A campanha de intimidação começou a ficar mais forte a partir de 21 de fevereiro, quando foi publicado um documento que afirmava que a paciência de Pequim se esgotara. O recurso à força, até então reservado para os casos de declaração formal de independência, invasão por potência estrangeira ou caos interior, passou a ser considerado pelos chineses caso Taiwan continue se opondo à unificação com a ‘‘pátria-mãe’’. Jean-Pierre Cabestan, diretor do Centro de Estudos Franceses sobre a China Contemporânea, com sede em Hong Kong, diz que ‘‘Pequim vê que Taiwan está escapando, o que explica sua impaciência’’. A maior parte dos taiwaneses nasceu na ilha e, com a chegada da democracia, não vê nenhuma razão para se unir à China. Sábado será a segunda vez que os taiwaneses elegem o presidente democraticamente. Em 1996, Pequim lançou outra campanha para impedir a esperada reeleição do presidente atual, Lee Teng-hui. Apesar dos testes chineses de mísseis que caíram perto da ilha, os eleitores confirmaram Lee no cargo. Hoje a democracia avançou em Tawain e a eleição de sábado pode marcar a primeira derrota do Kuomitang, que está no poder desde a criação do país.

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