HONG KONG-Taiwan, Hong Kong e China anunciaram ontem novos mortos e doentes de pneumonia asiática e o presidente chinês advertiu contra qualquer possibilidade de baixar a guarda na guerra contra a epidemia apesar dos sinais da estabilização.
Mais cinco mortos da pneumonia asiática e 85 novos casos da doença foram registrados na China, anunciou ontem o Ministério da Saúde. O balanço total da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) na China é agora de 235 mortos e 4.884 casos.
Mais duas mores aconteceram em Pequim, que é a cidade mais afetada do mundo pela epidemia, com 116 mortos e 2.227 casos confirmados. Em Hong Kong, por sua vez, mais duas pessoas morreram nas últimas 24 horas após terem sido contaminadas com o vírus da pneumonia asiática, informaram ontem as autoridades sanitárias.
O balanço total no território autônomo informa 212 mortes e 1.674 casos de Sars. Este é o sétimo dia consecutivo com menos de dez casos, um novo sinal de que a epidemia esteja perto de ser controlada.
O presidente chinês Hu Jintao advertiu contra qualquer possibilidade de baixar a guarda frente a doença. ''O mês de maio é em particular um período chave na lutar contra a Sars'', disse em um mensagem publicada pela imprensa.
Ao afirmar que a situação continua grave especialmente em Pequim, as autoridades da capital anunciaram que outras 323 pessoas foram postas em quarentana, ou seja, no total 18.608 pessoas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) julgou que é muito cedo ainda para dizer se a doença alcançou seu mais alto nível em Pequim e declarou que os dados oferecidos pelas autoridades deixam muito a desejar.
As autoridades de Pequim não sabem onde metade dos doentes foram contaminados, disse a porta-voz da OMS em Pequim, Mangai Balasegaram.
Os danos econômicos são importantes e um especialista governamental de economia, Wang Yuanhong, advertiu que a epidemia pode reduzir o excedente comercial da China este ano ou até transformá-lo em déficit.
Sinal de uma estabilização, o segundo território mais afetado do mundo, Hong Kong, registrou já uma semana consecutiva com menos de dez casos novos.
O secretário de Economia de Hong Kong, Antony Leung, declarou que as autoridades apostam em um plano de recuperação econômica que tem como parte essencial o controle da doença.
Enquanto a desconfiança continua reinando no mundo e em vários aeroportos internacionais, os passageiros estão sendo submetidos a um controle obrigatório de sua temperatura e a rigorosas revistas.

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