Chile poderá apoiar o Brasil no CS da ONU
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quarta-feira, 17 de setembro de 1997
France Presse Washington 
O chanceler chileno José Miguel Insulza apoiou implicitamente o Brasil como candidato a membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ao rejeitar uma eventual candidatura do México e a proposta argentina de atribuir a vaga de maneira rotativa. Não descarto que nos próximos meses apoiemos um país determinado da América Latina para ser membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, disse.
O Conselho de Segurança da ONU está atualmente formado por quinze membros, cinco deles permanentes com direito de veto (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) e dez não-permanentes com mandato de dois anos, renovados anualmente em grupos de cinco países.
O Chile defende uma fórmula que aumente os membros para 25 países, com 10 permanentes e 15 não-permanentes.
Alemanha e Japão integrariam o grupo dos cinco novos membros permanentes, e as outras três vagas se repartiriam entre países do terceiro mundo, representantes da América Latina, Ásia e África.
Para determinar o país que representará a América Latina, Insulza insistiu na necessidade de buscar algum critério objetivo.
Não obstante, adiantou elementos que por descarte apóiam a candidatura do Brasil, única potência regional que manifestou formalmente há mais de três anos sua vontade de ocupar uma cadeira permanente.
Segundo Insulza, um critério de equilíbrio regional resolve muitos problemas. Tem que ser um país da América do Sul, porque a América do Norte já está representada, disse o chanceler.
Eliminou assim o México que é a única potência regional capaz de disputar com o Brasil pelo continente.
A candidatura do Brasil foi questionada recentemente pela Argentina, que propôs um sistema de rodízio para oupar a cadeira latino-americana, mas Insulza descartou essa possibilidade ao afirmar que abriria intermináveis debates sobre o número de países participantes.


