Ansa
De Bogotá
Os governos de Colômbia e EUA iniciam hoje uma análise sobre a situação interna desta nação sul-americana afetada pela violência, mas esclarecendo conjuntamente que ‘‘não há planos’’ para uma intervenção armada, seja para combater o narcotráfico ou a guerrilha.
Os subsecretários de Estado norte-americanos para Assuntos Políticos, Thomas Pickering, de Assuntos Interamericanos, Peter Romero, e Antinarcóticos, Randy Beers, lideram a missão que conversará com o presidente Andrés Pastrana sobre o estado dos diálogos de paz com a guerrilha e da luta contra o narcotráfico.
A visita ocorrerá após diversos rumores indicarem que os Estados Unidos examinavam planos para promover uma intervenção armada na Colômbia, possibilidade rechaçada por Pastrana.
O presidente também foi contra a interpretação de funcionários norte-americanos segundo os quais a principal guerrilha, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), são uma ‘‘narcoguerrilha’’, também definidas assim por chefes militares locais e seus porta-vozes.
Os Estados Unidos expressaram ao governo colombiano que além da ‘‘difícil’’ situação das negociações para a paz, será mantido o ‘‘compromisso’’ para apoiá-lo na busca de uma solução política para os 50 anos de luta armada.
Mas também manifestaram ‘‘preocupação’’ pelos ‘‘reveses’’ sofridos pelo processo de paz e mantiveram que em ‘‘qualquer negociação de paz é preciso haver uma postura de força’’, segundo um dos membros do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que faz parte da missão.

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