Um avião da Força Aérea Brasileira com 14 toneladas de alimentos chegou ao Haiti, na última sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília). Isso, segundo o paranaense Igor Kipman, não resolve os problemas, mas desencadeou um processo no qual outros países anunciaram doações.
Kipman, o maior responsável pela articulação da ajuda humanitária brasileira e embaixador do Brasil no Haiti, é nascido em Curitiba e formado em agronomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele conhece como poucos a realidade do país caribenho. Sobre a ajuda, Kipman revela que solicitou essa doação ao governo brasileiro e foi rapidamente atendido.
Outras iniciativas de auxílio ao Haiti fazem parte da agenda brasileira. ''O Brasil participa de um grupo tarefa no qual estão presentes França, Espanha, Canadá e Estados Unidos, entre outros, que elaboram um plano de emergência, para gerar empregos por meio de obras de infra-estrutura''. Outra ramificação do projeto é o investimento em agricultura para tentar conter a alta no preço dos alimentos.
O Brasil convocou anteontem, em Roma, uma reunião de emergência para garantir a continuidade do Programa Mundial de Alimentos no Haiti. Foram arrecadados US$ 200 mil, além das 14 toneladas de comida. Há promessa de que outros US$ 5 milhões sejam doados.
Sobre os violentos protestos que arrasaram Porto Príncipe semana passada, Kipman revela que no momento há uma espécie de trégua. Mas, se nada for feito na próxima semana, começará tudo novamente.

mockup