Os chefes do conselho tribal da etnia fijiana, após reunirem-se por três dias, enviaram uma delegação ao parlamento para discutir planos de eleger um novo governo para o país, com George Speight, líder do grupo que tomou de assalto o parlamento há uma semana e mantém reféns o primeiro-ministro Mahendra Chaudhry, eleito há um ano, e mais 30 pessoas. Os líderes tribais das 14 províncias de Fiji condenaram a tentativa de golpe, mas são simpáticos à causa de Speight. As pressões internacionais para que os rebeldes soltassem os reféns falharam, o que reforça os temores de violência entre nativos fijianos e indianos étnicos. Speight quer que Chaudhry e o presidente Ratu Sir Kamisese Mara renunciem.
Speight liderou o grupo de sete homens que tomou de assalto o parlamento no dia 19 deste mês, fazendo reféns o primeiro-ministro de etnia indiana Chaudhry e membros de seu ministério. Mas a tentativa de golpe parecia destinada ao fracasso quando o exército, a polícia e várias lideranças influentes de Fiji colocaram-se ao lado do governo, que decretou estado de emergência no país. O ataque dos rebeldes coincidiu com uma manifestação do movimento nacionalista Taukei pela cidade de Suva, a capital, que terminou em confusão e saques aos estabelecimentos comerciais, controlados pelos indianos étnicos.

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