Chefes militares descartam ameaça de golpe na Colômbia
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sexta-feira, 28 de maio de 1999
Deutsche Presse 
Os militares colombianos descartaram ontem em Bogotá a possibilidade de um golpe de Estado depois da crise no setor deflagrada na quarta-feira, ao mesmo tempo em que reafirmavam seu apoio ao processo de paz entre o governo do presidente Andrés Pastrana e a guerrilha marxista.
O comandante das Forças Armadas e ministro da Defesa interino, general Fernando Tapias, disse que em nenhum momento os militares pensaram em alterar a ordem constitucional do país.
O presidente Andrés Pastrana se reuniu ontem com sessenta oficiais das Forças Armadas para discutir a crise provocada pela renúncia do ministro da Defesa, Rodrigo Lloreda.
Depois da renúncia, o presidente Pastrana passou à reserva vários oficiais solidários a Lloreda.
O ex-ministro saiu do governo afirmando que a cúpula do exército não concordava com a extensão por prazo indefinido da desmilitarização de uma zona de 43 mil quilômetros quadrados, determinada por Andrés Pastrana, atendendo exigência da guerrilha.
Segundo Rodrigo Lloreda, a retirada por tempo indefinido das tropas de cinco municípios do sul da Colômbia, área do mesmo tamanho da Suíça, pode servir de argumento para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), decretarem o status de beligerância.
A crise levou o presidente colombiano a cancelar sua participação na cúpula do Grupo do Rio, iniciada ontem na Cidade do México.
A negociação da paz com os grupos guerrilheiros marxistas que atuam na Colômbia e o fim da violência no país são dois dos principais pontos do programa de governo de Andrés Pastrana.


