AbidjanO conflito na Costa do Marfim deverá se estender por tempo indeterminado depois que os soldados amotinados, que controlam a metade norte do país, rejeitaram, ontem, a exigência do presidente, Laurent Gbagbo, de que larguem as armas como condição prévia para negociar.
''Não vamos deixar as armas antes das negociações'', declarou o mais conhecido representante dos rebeldes, o veterano sargento major Tuo Fozie, em resposta ao discurso ao vivo do presidente.
''Não confiamos no que (Gbagbo) diz'', acrescentou Fozie em declarações em Bouaké, a segunda cidade do país, que desde domingo os rebeldes se defendem dos repetidos ataques das forças leais.
''Agora quando não conseguiu tomar Bouaké diz que está preparado para conversar, está jogando conosco'', disse o porta-voz rebelde.
Em seu discurso, Gbagbo pediu aos rebeldes ''em nome da Costa do Marfim, a deixar as armas''.

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