Chefe militar indonésio visita o Timor
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terça-feira, 20 de abril de 1999
Associated Press 
O comandante das Forças Armadas da Indonésia voou ontem para o Timor Leste dias depois dos recentes ataques comandados pelas milícias pró-Indonésia, nos quais pelo menos 20 pessoas morreram.
O general Wirano saiu do aeroporto e foi direto para a casa do comandante das Forças Armadas do Timor Leste, coronel Tono Suratman, para discutir os confrontos na ex-colônia portuguesa. A Indonésia invadiu o Timor Leste em 1975, desencadeando uma guerra separatista e abuso dos direitos humanos.
A violência entre partidários e opositores da independência aumentou desde que a Indonésia reverteu sua política no início deste ano dizendo que sairia do Timor se os timorenses rejeitassem a proposta de autonomia.
Conversações entre a Indonésia e Portugal, mediadas pelos Estados Unidos, estão agendadas para o final desta semana em Nova York para finalizar detalhes da autonomia antes do referendo de julho, no qual se vota a proposta de autonomia.
Os milicianos pró-Indonésia pediram o cancelamento do referendo, alegando que a violência o coloca em risco. Na semana passada, milicianos atacaram simpatizantes separatistas na capital do Timor Leste, Dili, com pouca intervenção das forças de segurança.
Grupos pró-independência acusam o Exército de armar e treinar grupos de milícias numa tentativa de desestabilizar o processo de paz mediado pelas Nações Unidas.
Cerca de 40 pessoas saíram de suas casas durante os confrontos do fim de semana e esconderam-se na residência do bispo Carlos Belo, que goza de relativa segurança. Não podemos voltar para casa, eles vão nos matar,disse uma delas.
Um estudante e um policial foram mortos ontem num confronto entre forças de segurança e manifestantes separatistas na província de Aceh, noroeste da Indonésia. Três estudantes ficaram feridos e seis foram presos no confronto, que começou quando manifestantes atiraram num carro da polícia.


