São Paulo - A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, esteve ontem com o presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi. Ela disse que o ex-mandatário teve acesso a informações sobre a situação do país, mas não soube informar onde ele está preso.
Esta é a primeira vez que uma autoridade estrangeira se encontra com o islamita, que está sob custódia dos militares desde que foi retirado do poder, no dia 3. A queda de Morsi provocou protestos violentos entre islâmicos e liberais, que deixaram cerca de 300 mortos em quase um mês.
Em entrevista coletiva, Catherine Ashton afirmou que o presidente deposto teve acesso a televisão e jornais durante o período em que está detido, motivo pelo qual pode falar sobre a situação do país. Ela, no entanto, não deu mais detalhes sobre a conversa.
"Eu lhe enviei os desejos de melhoras vindos de seus aliados, e ele lhes agradeceu e, claro, tentei garantir que sua família saiba que ele está bem", disse, em referência aos parentes de Morsi, que dizem não ter informações sobre o presidente deposto desde sua detenção.
Após descrever a visita, Catherine voltou a pedir uma solução pacífica e inclusiva para a crise política do país, sem o uso da violência. "Não estou aqui para dizer o que se deve fazer, mas para encontrar denominadores comuns para ajudar na recuperação política."

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