Bagdá - O chefe da segurança dos poços de petróleo do norte do Iraque, Ghazi al Talabani, foi assassinado ontem, um dia depois da sabotagem de um oleoduto no sul, que paralisou as exportações, enquanto em Najaf, o chefe radical xiita Moqtada al-Sadr pediu a partida dos milicianos não originários desta cidade.
Por outra parte, o número dois do Pentágono Paul Wolfowitz, um dos estrategistas da invasão norte-americana ao Iraque, encontra-se em Bagdá para conversar com os dirigentes da coalizão e com autoridades iraquianas sobre diversas questões de segurança.
A polícia iraquiana informou que o chefe da segurança da Companhia Petroleira do Norte (NOC), Ghazi al Talabani, foi assassinado esta quarta-feira em frente à sua casa em Kirkuk (250 km ao norte de Bagdá) e que um de seus guarda-costas foi gravemente ferido.
Talabani, de 54 anos, era um parente do chefe da União Patriótica do Curdistão (UPC), Jalal Talabani, e trabalhava com as forças americanas e a empresa de segurança Erinys.
Os oleodutos do norte do Iraque, em particular o principal que desemboca no porto turco de Ceyhan, no sul do Mediterrâneo, já sofreram várias sabotagens, que afetam as exportações.
Um deles, utilizado para abastecer o mercado interno, foi sabotado na terça-feira, o que provocou um incêndio. Pouco antes, a sabotagem de um importante oleoduto causou a interrupção das exportações de petróleo para os terminais do sul do país, principal saída das exportações petroleiras iraquianas, estimadas em 1,65 milhão de barris diários. Um comitê que se apresentou como a extensão do partido Baath iraquiano, dissolvido e clandestino, reivindicou a responsabilidade pelos atentados.

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