Buenos Aires - O chefe da segurança do promotor argentino Alberto Nisman, que apareceu morto com um tiro na têmpora há 11 dias, está sendo investigado e se tornou o terceiro integrante da polícia a ser suspenso por este caso que intriga a Argentina, informou ontem uma fonte judicial.
O policial Rubén Benítez, que coordenava a segurança composta por dez efetivos, era um homem de confiança de Nisman e disse que o havia dissuadido de comprar uma arma dias antes de sua morte, segundo a declaração que fez ante a promotora encarregada do caso, Viviana Fein, vazada à imprensa.
Os encarregados da segurança de Nisman, que investigava o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, ficaram sob os holofotes pelas contradições em que caíram em suas declarações a Fein.
As autoridades policiais afirmam que eles não cumpriram com o protocolo estabelecido, já que no dia 18 de janeiro passaram-se várias horas sem que Nisman tivesse aparecido ou se comunicado com eles e, ainda assim, não advertiram seus superiores.
Além de Benítez, outros dois seguranças foram "passados à disponibilidade". Eles são Armando Niz, suboficial superior da Polícia Federal, e o sargento Luis Ismael Miño.

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