São Paulo - O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, pediu ontem aos radicais islâmicos na Síria que parem de se enfrentar e se unam para combater o regime do ditador Bashar Assad. A mensagem é enviada após um mês de confrontos entre dois grupos rivais que pertencem à rede terrorista.
Em mensagem de áudio, o líder terrorista convocou seus seguidores e os militantes moderados a "parar imediatamente com os combates entre irmãos". Ele pediu que seja convocada uma corte islâmica para mediar e resolver as diferenças entre os grupos.
Desde o fim de dezembro, integrantes da Frente al-Nusra, franquia da Al-Qaeda na Síria, e da Frente Islâmica, outro grupo radical, se uniram ao moderado Exército Livre Sírio em combates contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, facção iraquiana da rede terrorista que entrou no país no ano passado.
Os combatentes disputam território em três províncias do norte sírio, antes dominadas pelos moderados e a Frente al-Nusra. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo ativista da oposição, cerca de 1,4 mil pessoas morreram nos confrontos.
A briga dentro dos grupos rebeldes permitiu o avanço das tropas do ditador Bashar Assad, que passaram a tomar conta de algumas cidades da região, incluindo alguns bairros de Alepo, segunda maior cidade síria. Na quarta, o regime anunciou a retomada do aeroporto e a chegada do primeiro voo comercial em meses.

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