de Grozny

France PresseIdentificaçãoUm eleitor checheno recebe aplicação de spray no braço para comprovar que já votou e não tentar voltar às urnas

Cerca de 500 mil eleitores chechenos compareceram em massa às urnas ontem, para escolher o presidente e eleger o Parlamento de 63 cadeiras, com a esperança de que, seja qual for o vencedor, o cenário da república mudará, do conflito e da guerra para a independência e a reconstrução.
‘‘Precisamos pôr um fim ao caos e estas eleições nos colocarão no caminho certo’’, afirmou uma eleitora depois de votar na capital. A guerra na Chechênia durou 21 meses e matou mais de 30 mil pessoas.
A afluência às urnas foi tão grande nessa nação do Cáucaso devastada pela guerra que as autoridades tiveram de adiar o fechamento das urnas das 20 horas para às 22 horas locais. Para vencer, um candidato tem de assegurar a maioria dos votos (metade mais um). Se não houver vencedor, será realizado um segundo turno dia 15, para disputa entre os dois mais votados.
Apesar de algumas irregularidades, a votação transcorreu de forma tranquila, sob a supervisão de cerca de cem observadores internacionais, em sua maioria da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Os chechenos querem independência (todos os candidatos à presidência defendem essa tese), e o fim dos conflitos, mas essa esperança se choca com um sério obstáculo: a Rússia. Ontem, o Kremlin ordenou o reforço das fronteiras administrativas com a Chechênia, enquanto surgem em Moscou advertências por parte de funcionários sobre represálias que serão adotadas se o vencedor das eleições declarar formalmente a independência.

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