O ministro da Defesa da Rússia admitiu ontem que a ofensiva militar de 10 meses na Chechênia deverá se prolongar pelo menos até o inverno (boreal), e disse que rebeldes chechenos estavam planejando uma nova série de ataques coordenados.
Os militares russos vinham clamando por meses que estavam prestes a conquistar uma vitória total, mas a avaliação do ministro da Defesa Igor Sergeyev foi muito mais sóbria. As forças russas têm estado em alerta desde uma sucessão de ataques suicidas com caminhões-bomba que no domingo mataram 33 soldados.
‘‘O período outono-inverno será uma boa época para completar a operação na Chechênia’’, afirmou Sergeyev a membros da Câmara alta do Parlamento russo que o questionaram hoje sobre a guerra.
‘‘Apesar da eliminação de grandes formações rebeldes, as forças federais ainda não estabeleceram pleno e contínuo controle sobre todo o território da Chechênia’’, disse.
Citando informações do Ministério da Defesa, ele afirmou que os rebeldes estavam planejando ataques em larga escala em áreas ostensivamente sob controle russo, incluindo partes da capital Grozny e na base do Cáucaso.
Sergeyev também disse que os rebeldes estavam preparando planos para assassinar o chefe da administração civil pró-Moscou da Chechênia, o líder muçulmano Akhmad Kadyrov.
Enquanto isto, um porta-voz rebelde também anunciou que uma nova ofensiva estava em marcha. Um conselho de 20 comandantes guerrilheiros reuniu-se durante a noite e decidiu incrementar os ataques, disse por telefone à AP Mumadi Saidayev, porta-voz do presidente checheno, Aslan Maskhadov.

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