MoscouUm grupo de homens armados, que se diz checheno, tomou cerca de 700 pessoas como reféns, na noite de ontem, em Moscou, para pedir ''o fim da guerra''. Por volta das 21 horas, hora de Moscou, entre 10 e 20 homens armados com fuzis e metralhadoras, em diversas viaturas, segundo testemunhas, atiraram para o ar e tomaram o controle de uma sala de espetáculos, na Casa de Cultura de uma fábrica do sul da cidade, onde estava sendo apresentado um musical russo de sucesso, intitulado Nord-Ost.
Em seguida, colocaram explosivos no prédio, ameaçando fazê-lo ir pelos ares se as forças da ordem, posicionadas em torno do teatro, tentassem atacá-los.
Os agressores carregavam explosivos nos cintos, segundo a mesma fonte. E afirmaram que iriam executar dez reféns para cada um deles que fosse morto.
O grupo antiterrorista Alfa está no local, informou um dos produtores do musical, Alexandre Tsikalo, à rede de televisão ORT.
Tropas e carros blindados estão posicionados em torno do prédio, assim como um grande número de veículos do Corpo de Bombeiros e ambulâncias.
Mensagem na InternetSeparatistas chechenos assumiram a responsabilidade pela tomada de várias centenas de pessoas como reféns numa sala de espetáculos em Moscou, em seu site kavkaz.org.
Os atacantes teriam minado a sala, na qual há quase mil reféns, segundo a agência de notícias Kavkaz Tsentr.
Trata-se de missão suicida, segundo Barayev.
LibertaçãoO comando checheno que retém centenas de reféns num teatro de Moscou libertou 150 pessoas, entre as quais estão crianças, estrangeiros e vários georgianos, destacou à noite um porta-voz da polícia.
Valery Gribakin, chefe do serviço de informação da polícia moscovita, afirmou que o comando é formado por entre ''40 e 50 pessoas de origem eslava'', que exigem a retirada do exército russo da Chechênia, a república separatista invadida em primeiro de outubro de 1999.
Entre 600 e 700 pessoas ainda estão retidas no teatro, disse Gribakin aos correspondentes presentes no local.

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