Chechenos e russos sofrem baixas durante confronto em Grozny
Associated Press
De Grozny
As tropas russas estão decididas a continuar com a ofensiva contra Grozny, iniciada há seis dias. Segundo fontes militares, ontem, as forças russas estavam prestes a tomar o subúrbio Staraya Sunzha, de grande importância para Grozny.
Os russos admitem que os rebeldes detêm o controle do centro da cidade e atuam com resistência. Mesmo com a possível tomada de Grozny, é provável que a guerra prossiga, com os rebeldes mantendo uma campanha a partir das montanhas localizadas ao sul da capital.
A estratégia dos guerrilheiros é atrair as tropas russas para combates em Grozny, onde a habilidade em batalhas urbanas dos rebeldes supera a vantagem russa dos tanques e artilharia.
Entretanto, os guerrilheiros enfrentam o problema da falta de munições, uma vez que o abastecimento está bloqueado pelos russos.
Segundo o ministro da Defesa russo, Igor Sergeyev, nas regiões ao noroeste e sudoeste da cidade estão sendo travados intensos combates. As próximas tarefas das forças federais serão feitas observando o critério máximo de minimizar perdas entre o pessoal por isso não haverá choque frontal., Ninguém no lado checheno dá sinais de querer sair da capital tão cedo. Mumadi Saidayev, um comandante checheno, disse ontem que os rebeldes poderiam fugir a qualquer momento. Mas ninguém está considerando está hipótese, nem houve discussão, informou o comandante.
Dezenas de soldados russos e de combatentes chechenos morreram ontem em violentos combates pelo controle de bairros do norte e do leste de Grozny, segundo chefes militares chechenos. Ao que parece, entre 10.000 e 50.000 civis continuavam bloqueados em Grozny, que é bombardeada e sitiada dia e noite.
Atropelamento Centenas de pessoas saíram ontem às ruas do vilarejo de Barsuki, na república russa da Ingushétia, para pedir às autoridades a punição dos soldados que, dirigindo embriagados, atropelaram e mataram na terça-feira duas irmãs de oito e nove anos de idade.
O vice-comandante das tropas do Ministério do Interior da Rússia no Cáucaso, Stanislav Kavun, emitiu um pedido oficial de desculpas. Os militares conduziam um caminhão com soldados para a Chechênia. Eles foram detidos pela polícia local quando uma multidão tentava linchá-los.





