Chechenos defendem o centro de Grozny
Associated Press
e France Presse
De Grozny, Rússia
Rebeldes utilizando lançadores de granada e fuzis atacaram soldados russos por todos os lados na capital chechena nesta quarta-feira, tentanto conter o avanço das forças federais sobre uma praça estratégica no centro de Grozny.
Apesar do difícil progresso russo, comandantes militares continuaram a fazer um balanço otimista da ofensiva de um mês para tomar a capital chechena.
Os aproximadamente 3 mil rebeldes restantes em Grozny não têm aonde ir e estão de costas contra a parede, disse o general Valery Manilov, primeiro vice-chefe das forças russas.
Apesar da neve e da forte neblina, aviões bombardearam a cidade, onde os soldados russos lutam há oito dias para penetrar no centro.
Manilov disse em entrevista coletiva em Moscou que a aviação e a artilharia federais atiravam contra apenas 30% dos edifícios de Grozny inclusive os administrativos pois civis deveriam estar se abrigando no restante das edificações.
Manilov disse que as mortes de civis na Chechênia estavam na casa das centenas em vez de milhares, como acusam os chechenos, que dizem que os russos bombardeiam a cidade indiscriminadamente.
Árduos combates ocorreram em bairros no leste de Grozny, região onde os russos antes alegavam ter controle. As forças federais aparentemente não progrediram na tentativa de capturar um local importante, a Praça Minutka, das mãos dos rebeldes.
A praça, nas proximidades de uma ponte tomada pelos russos sobre o Rio Sunzha, que divide a cidade, poderia impulsionar o exército russo rumo ao centro de Grozny.
Em outro foco de grande resistência rebelde, as montanhas ao sul da capital, as forças russas atacaram supostas bases rebeldes nas gargantas de Argun e Vedeno nesta quarta-feira.
As gargantas são importantes corredores entre as montanhas. Os russos acreditam que os rebeldes estejam sendo reabastecidos pelas gargantas, podendo vir até da Georgia, único país com o qual a Chechênia faz fronteira.
Os russos perderam cerca de sete mil homens desde o início da ofensiva na Chechênia, há quatro meses, afirmou ontem um dirigente checheno ao correspondente da AFP em Nazran (Ingushétia).
Do lado checheno, foram registrados 450 combatentes mortos e mais de 500 feridos, segundo Said-Selim Abdulmuslimov, porta-voz do presidente checheno Aslan Maskadov, entrevistado na Chechênia de Nazran por telefone.
Os bombardeios russos, que começaram no dia 5 de setembro do ano passado, causaram em torno de 10 mil mortos na Chechênia, segundo a mesma fonte. Umas 320 localidades de um total de 420 foram destruídas total ou parcialmente.





