Grozni, Rússia - Os chechenos foram ontem às urnas para eleger o primeiro Parlamento da Chechênia em oito anos, em eleições legislativas apresentadas pelo Kremlin como a última etapa da ''normalização'' da situação na república caucásica russa. Os locais de votação, submetidos a forte vigilância, com veículos blindados na entrada, abriram às oito da manhã (03h00 de Brasília) e fecharam às oito da noite (15h00 de Brasília).
Cerca de 600.000 eleitores, incluindo 34.000 soldados e oficiais das forças federais baseadas na república, escolherão os 58 deputados do Parlamento checheno. De acordo com dados preliminares, participaram do pleito entre 60% e 70% do eleitorado.
Cinco oficiais russos estão entre os 350 candidatos, entre eles numerosos funcionários do governo pró-Rússia.
As ONG denunciaram no sábado uma ''paródia'' de eleição ''sob a ameaça dos fuzis''. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) não mandou observadores por ''razões de segurança''.
Moscou, por sua vez, anunciou a presença de 23.000 observadores procedentes da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), ou seja, das repúblicas ex-soviéticas com exceção de Lituânia, Letônia e Estônia, assim como de mais de 70 jornalistas estrangeiros.

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