Chechênia propõe negociação France Presse De Moscou O presidente checheno, Aslan Maskhadov, fez ontem uma proposta de negociação ao presidente interino russo, Vladimir Putin, que o Kremlin recusou de imediato, enquanto o exército federal afirmou que liquidará em uma semana os últimos focos de resistência separatista no sul da Chechênia, onde ainda continuavam violentos combates. Violentos combates entre russos e separatistas chechenos prosseguem há três dias perto da cidade de Ulus-Kert, no sul da Chechênia, segundo fontes militares russas citadas pela agência Interfax, onde as tropas federais sofreram perdas, disseram as mesmas fontes sem especificar o número de mortos. Enquanto a Rússia se arrisca a ser interpelada sobre a Chechênia durante a reunião, na próxima quinta-feira em Lisboa, dos responsáveis pela diplomacia russa e européia, Moscou informou que a Alta comissária das nações Unidas para os Direitos Humanos, Mary Robinson, está autorizada a viajar no Caúcaso norte no começo de abril. Moscou criticou Robinson na semana passada, quando esta falou de depoimentos sobre atrocidades cometidas pelas russos na Chechênia. Maskhadov acusou, por sua vez, os militares russos de ‘‘enganar’’ Putin. ‘‘Quando nos sentarmos à mesa de negociaçções, e quando chegarmos a conclusão de que se trata da mesma guera suja do período 1994-96, e que não deveria ter sido feito tudo o mais acabarᒒ, disse Maskhadov. Moscou recusou rápida e totalmente ontem a oferta de Maskhadov com ironia. O porta-voz presidencial para a Chechênia, Serguei Yastrjembski, declarou: ‘‘Estamos dispostos a negociar, mas através dos representantes do tribunal geral e do ministério do interior, no marco da investigação criminal contra Maskhadov’’. Moscou iniciou no dia 18 de fevereiro uma investigação contra o presidente checheno por ‘‘rebelião armada’’, e tem a intenção de pedir a ajuda da Interpol para detê-lo se conseguisse fugir para o estrangeiro.