Caracas - El Correo del Orinoco, diário criado em 1818 pelo herói da independência Simón Bolívar, chegou de novo às bancas de Caracas ontem, por iniciativa do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que o concebe como uma ferramenta em sua ''guerra contra a mídia''.
''Devemos nos deixar guiar pelo princípio que expressava o Libertador Simón Bolívar na primeira edição do Correo del Orinoco: somos livres, escrevemos num país livre e não nos propomos enganar o público'', assinalou o presidente Hugo Chávez no primeiro editorial do periódico.
O novo Correo del Orinoco circulará diariamente, com edição de 50.000 exemplares e preço de um bolívar (0,46 dólar).
O original Correo del Orinoco foi criado por Simón Bolívar e circulou de 1818 a 1822 para promover a luta pela independência. Colaboraram pensadores de renome, divulgando também artigos da imprensa internacional.
Segundo Chávez, a ideia que motivou o nascimento do jornal há quase dois séculos foi ''praticar um jornalismo diferente ao infame da Gazeta de Caracas'', periódico leal à causa espanhola.
O presidente venezuelano acusa a imprensa local de agir como partido de oposição, tendo como objetivo derrubar seu governo.
Recentemente, 32 emissoras de rádio perderam a licença para transmitir por decisão do governo e outras 200 poderão incorrer na mesma sorte, se comprovadas irregularidades administrativas em sua gestão.

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