Caracas O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou as emissoras de TV que fazem oposição ao seu governo, e pediu ao povo que vá às ruas para defender a revolução, em um discurso pronunciado na noite de quinta-feira. ''Esta batalha (contra as TVs) está pendente, e não se espantem se nos próximos dias tomarmos algumas medidas contra os meios de comunicação que têm contas a prestar com a lei'', disse Chávez em Barquisimeto, 250 km a sudoeste de Caracas.
''Vocês sabem que iniciamos investigações sobre as quatro grandes redes de TV do país, suspeitas de violar as leis e incitar o povo contra o governo, promovendo um golpe na Venezuela (...) Violaram a Constituição e várias leis, e agora reclamam que o governo abriu uma investigação e nos chamam de tiranos'', disse o presidente.
OPosição apela A delegação opositora na mesa de negociação que busca saídas para a crise na Venezuela pediu a presença no país, ''com urgência'', do secretário-geral da OEA, César Gaviria, e dos chanceleres do Grupo de Países Amigos, após a prisão de um líder da oposição.
O porta-voz da delegação, o social-democrata Timoteo Zambrano, disse numa mensagem exibida pela TV que o governo Hugo Chávez ''fomentou um clima de violência perigoso'' no país, com a captura do líder empresarial Carlos Fernández e o obscuro assassinato de três militares dissidentes, atribuídos pela oposição ao oficialismo. Por isso, decidimos ''requerer a presença urgente do secretário-geral da OEA e dos representantes do Centro Carter e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)'', que também participam do diálogo com o governo. A oposição também pede ''a presença dos chanceleres do Grupo de Países Amigos''.

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