São Paulo - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fechou ontem em Buenos Aires acordos comerciais e de integração com o líder argentino, Néstor Kirchner, e voltou a negar que represente uma ameaça para a América Latina, como acusam os Estados Unidos.
Em um discurso na Casa de Governo, após assinar acordos com Kirchner, Chávez afirmou que os EUA ''repetem que a Venezuela é uma ameaça para a região''. No entanto, de acordo com Chávez, ''os povos irmãos sabem a verdade'' e seu país ''está fazendo esforços para recuperar a estabilidade perdida na região''.
O líder venezuelano ressaltou que a unidade sul-americana se manifesta nos acordos firmados com Kirchner no valor de US$ 500 milhões, no total-entre os quais um que prevê a construção de duas plataformas petroleiras para a companhia estatal venezuelana PDVSA, a um custo de US$ 110 milhões.
Durante o encontro, Kirchner agradeceu pelo ''apoio permanente'' da Venezuela à Argentina e destacou, em particular, a ''compra de bônus argentinos'' da dívida pública por US$ 500 milhões pelo governo de Chávez. ''A compra de bônus que a Venezuela realizou é um claro gesto de confiança e um reconhecimento público do esforço do governo e do povo argentinos para sair da mais grave crise de sua história. Este povo tem memória e não esquece a importância deste gesto'', afirmou Kirchner.

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