Caracas O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela rejeitou o pedido da oposição de submeter a plebiscito a continuidade do mandato do presidente Hugo Chávez, por considerar que as assinaturas recolhidas para solicitar o referendo são inoportunas, anunciou o presidente do CNE, Francisco Carrasquer, ontem.
''Declara-se inadmissível a solicitação do referendo uma vez que as assinaturas que a avalizam foram obtidas de maneira extemporânea'', afirmou Carrasquero, em entrevista à imprensa.
No dia 20 de agosto passado, a oposição apresentou mais de três milhões de assinaturas ao CNE para ativar o referendo. As adesões foram contestadas pelo governo alegando que foram obtidas antes do prazo legal e que muitas foram falsificadas.
A oposição havia dito que, se as assinaturas fossem rejeitadas, recolheria outras para solictar a consulta contra Chávez.
Os cinco membros do CNE se reuniram a partir das 10 horas para resolver se aprovavam as mais de 3 milhões de assinaturas exigidas para a consulta.
Diante da sede do CNE, centenas de seguidores de Chávez reclamavam a rejeição da demanda e, para o local, se dirigiam milhares de manifestantes.

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