Chávez mobiliza forças armadas
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas O presidente Hugo Chávez anunciou ontem que as forças armadas vão proteger as instalações da indústria petroleira e garantir o fornecimento do produto para o exterior. A Venezuela é o quinto exportador mundial: 2,49 milhões de barris diários.
Chávez denunciou a existência de ''setores desestabilizadores'' responsáveis pela greve que entrou no quarto dia consecutivo na Venezuela ''apontando seus canhões'' contra a empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA).
''Isto é um plano contra a indústria petroleira'', afirmou Chávez, ao confirmar que um navio-tanque carregado com 280.000 barris de combustível foi ancorado na quarta-feira pela tripulação no canal do Lago de Maracaibo, caracterizando o fato como um ''ato de pirataria''.
No entanto, a Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), os partidos da oposição e o empresarial Fedecamaras, que promovem a greve, diminuíram a intensidade dos protestos na capital e em outras cidades.
Em Caracas, uma passeata em direção à PDVSA foi dissolvida pelos líderes da oposição, para evitar confrontos com partidários de Chávez que estavam no local desde a madrugada de quinta-feira.
''Há franco-atiradores em La CampiÀa (em frente à sede da PDVSA) e há outras pessoas armadas'', denunciou o presidente de Fedecamaras, Carlos Fernández, que temia uma ''armação'' do governo para fomentar um clima de violência ''que acabe em um golpe ou em estado de exceção''


