Caracas- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, continua como o grande favorito à reeleição, faltando menos de uma semana para a votação, no dia 3 de dezembro, quando enfrentará o social democrata Manuel Rosales, representante de uma oposição unida contra o adversário declarado de Washington na América Latina.
As últimas pesquisas dão ao atual líder uma vantagem confortável sobre o rival, que varia de 6% a 30%. Na enquete divulgada pelo instituto americano Zogby International e a Universidade de Miami na sexta-feira passada, por exemplo, Chávez aparece com 60% das intenções de voto, contra os 31% de Rosales, governador do estado de Zulia, produtor de petróleo e limítrofe com a Colômbia.
A oposição tenta se garantir, porém, com a existência de um suposto ''voto escondido'' por parte dos eleitores que não ousariam expressar sua rejeição ao presidente venezuelano nas pesquisas.
Eleito em 1998 e, então, ''legitimado'' com referendos feitos em 2000 e 2004, Chávez, que luta por um novo mandato de seis anos, denunciou, como de costume, um complô contra ele, orquestrado pela oposição e que ele chama de ''plano B'', caso se mantenha no poder.
Rosales já declarou publicamente, entretanto, que aceitará os resultados, desde que sejam ''transparentes e não mudem as regras do jogo''.
De acordo com as sondagens, a abstenção deve alcançar pelo menos 30% do eleitorado de 16 milhões de pessoas, já que um bom número duvida da imparcialidade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de ter sido capturado pelo atual governo.

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