Caracas O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou ontem que seja preso aquele que interferir nos esforços do governo, apoiado pelas Forças Armadas para restabelecer a atividade petroleira ou outro setor afetado pela greve que atinge o país há três semanas.
''Continuam alguns senhores tentando sabotar. A ordem é que aquele que obstruir as operações será detido imediatamente'', disse Chávez em seu programa semanal de televisão.
''Todo aquele obstruir o retorno à normalidade operacional da PDVSA (empresa estatal petroleira) ou de qualquer outro serviço de alimentação ou público deve ser detido'', enfatizou o presidente venezuelano.
Denúncia A oposição venezuelana disse que seus dirigentes conseguiram escapar, na noite de sábado, de um cerco montado pela polícia para prender os líderes da greve geral que paralisa o país há 20 dias. A operação ocorreu quando o sindicalista Carlos Ortega e o líder empresarial Carlos Fernández davam sua entrevista coletiva diária, em um hotel de Caracas.
''Quando recebemos a informação (sobre o cerco), cada um saiu como pôde pela porta dos fundos'', disse William Dávila, um dos membros da Comissão de Conflito.
Durante as últimas três semanas, a oposição tem apresentado um balanço diário da greve geral, que pretende obter a renúncia do presidente Hugo Chávez e a convocação de eleições antecipadas na Venezuela.
Ação da Marinha A Marinha venezuelana invadiu três navios petroleiros que estavam em poder dos grevistas, revelou na noite de um capitão rebelde.
A informação foi divulgada horas após o governo anunciar uma ofensiva militar para reativar a indústria petrolífera.
''A situação é grave. Todas as ações foram feitas à margem da lei'', disse à AFP o capitão César Vicente, comandante do navio ''Moruy'', fundeado no Lago de Maracaibo (500 km a oeste de Caracas).
''Comandos da Marinha tomaram o controle dos navios Caura, Susana Djuim e Pilín León, prendendo suas tripulações, que foram indiciadas em uma ação judicial ilegal'', disse o capitão César Vicente.

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