Caracas O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, vai comemorar hoje os 12 anos do fracassado golpe de Estado que o revelou ao cenário internacional e os cinco anos de seu governo eleito. A comemoração ocorrerá a poucos dias de uma crucial resolução, a ser emitida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) em meados deste mês, sobre a organização de um eventual referendo revogatório do mandato de Chávez, e enquanto dois dirigentes da oposição buscam apoio em Washington para a realização da consulta.
Em resposta à comemoração chavista, um setor opositor que critica o festejo do golpe fracassado, convocou ontem seus seguidores a uma ''marcha silenciosa''. Os social-democratas Timoteo Zambrano e Manuel Cova (secretário-geral da Confederação de Trabalhadores da Venezuela, CTV) se reuniram em Washington com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria, com congressistas e com Roger Noriega, chefe da diplomacia para a América Latina do Departamento de Estado americano. Os opositores planejam também se encontrar com o enviado especial de Washington para a América Latina.

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