São Paulo - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o ex-mandatário colombiano, Álvaro Uribe, trocaram acusações e insultos ontem. Politicamente opositores, os dois discutem desde quando ambos presidiam os países, que são vizinhos.
A nova briga entre os líderes sul-americanos começou na segunda-feira, quando Uribe havia dito que ''faltou tempo'' em seu mandato, entre 2002 e 2010, para realizar uma operação militar na Venezuela contra possíveis acampamentos dos guerrilheiros.
''Nós tínhamos provas dos acampamentos guerrilheiros na Venezuela, filmagens de pessoas nossas que entraram lá. Então, eu tinha três opções: primeiro, ficar quieto. Segundo, realizar uma operação militar na Venezuela, mas me faltou tempo. E terceira, o que fizemos: denunciar na OEA (Organização dos Estados Americanos)''.
Em resposta, Chávez disse que o ex-presidente colombiano não tinha ''colhões'' para lançar um ataque contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) enquanto governava o país.
''Não lhe faltou tempo (para promover a ação militar), mas sim, colhões. Além disso, atrás dele estava a mão da direita imperial tentando gerar uma guerra''.
As declarações de Uribe também foram condenadas pela Assembleia Nacional da Venezuela e organizações chavistas.
Em tréplica de cinco mensagens no microblog Twitter, Uribe disse que Chávez é um ''covarde'' que insulta ''à distância'' e o acusou também de ter ''medo'' das Farc.
''Hoje, como antes, xinga à distância, de frente desmaiaria, as pernas tremeriam e ficaria pálido'', escreveu o ex-governante colombiano sobre Chávez.

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