Mar del Plata - A briga entre os países pró e contra a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) continuou dificultando, ontem, a busca pelo consenso sobre o texto da Declaração Final da Cúpula das Américas, em Mar del Plata.
''Cada país ou grupo de países mantém sua postura e nenhuma das partes parece disposta a ceder. Ninguém se mexe'', revelou uma fonte próxima aos negociadores argentinos. Caberá aos chefes de Estado dos 32 países dar rumo aos debates hoje.
Os negociadores dos Estados Unidos, pai da iniciativa de criação da Alca, pretendem que a Declaração de Mar del Plata ratifique o projeto e estipule um prazo para o reinício das discussões, que poderá ser em janeiro ou junho de 2006. A posição da Casa Branca está em sintonia com a de México, Colômbia, Canadá, Chile e nações caribenhas, que também propõem mencionar a Alca e retomar o processo de negociações.
No outro extremo, está a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, é radicalmente contra o projeto americano. O chanceler de Caracas, Alí Rodríguez, disse na quarta-feira que seu país não está disposto a assinar um documento com a Alca.

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