O presidente venezuelano Hugo Chávez informou ontem ter desarticulado um complô para assassiná-lo, durante um ato da campanha eleitoral que realiza em apoio dos candidatos do seu partido à Assembléia Constituinte da Venezuela.
Chávez disse que um homem armado foi detido no sábado, muito perto do local em que se realizaria um comício da campanha, em Ciudad Bolívar, capital estadual situada 600 quilômetros a sudeste de Caracas.
‘‘Não é coisa de alarmar-se, porque nós sabemos nos cuidar. Mas foi detido alguém com un rifle com mira telescópica, muito perto de onde eu estava, em atitude estranha’’, disse o presidente no programa de rádio que transmite ao vivo todo domingo, por uma rede de emissoras.
Chávez explicou que o homem detido pela Disip, polícia política, não tinha documentos e deu um nome falso. Além da carga do rifle, levava mais quatro balas.
‘‘Que Deus nos acompanhe. Que não aconteça de algum maluco estar inventando alguma coisa. (...) Sabem quando começou a guerra na Colômbia? Foi no dia em que deram três tiros e mataram aquele grande líder colombiano e latino-americano que foi Jorge Eliécer Gaitán’’, advertiu.
O presidente, um militar da reserva que questiona os métodos políticos que dominaram seu país nos últimos 40 anos, é acusado pelos adversários de pretender levar o país a uma ditadura e de querer criar uma constituição de medida para ele.
‘‘Estamos a só 14 dias daquele que será um dia definitivo, de paz, alegria, para reconstruir uma democracia que eles estraçalharam durante 40 anos’’, concluiu, aludindo ao dia da eleição dos constituintes.

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