Caracas O presidente Hugo Chávez comemorou a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de suspender um referendo consultivo sobre sua permanência no poder, marcado para o próximo dia 2. ''Hoje, na sala constitucional, o Tribunal Supremo determinou ou confirmou o que estabelece a Constituição, mas esclareceu em todos os seus artigos as frases que dizem respeito ao referendo consultivo qualquer que seja o tema que envolva e qualquer que seja a data. Isso não tem nada a ver com as decisões que os funcionários do Estado têm de tomar'', expressou o presidente.
O presidente repete há pouco mais de um mês que não poderia sofrer o referendo porque a Constituição estabelece taxativamente um revogatório na metade de seu mandato, em agosto deste ano.
Chávez abordou o assunto em uma cerimônia militar pela promoção a comandante geral do Exército do general Jorge García Carneiro no Forte Tiuna de Caracas, a principal fortaleza militar da capital venezuelana.
Oposição em Washington Uma delegação da oposição venezuelana vai a Washington para participar, hoje da primeira reunião dos chanceleres do Grupo de Países Amigos de Venezuela, segundo informações oficiais. Timoteo Zambrano, membro da oposição ao governo do presidente Hugo Chávez, disse à imprensa que a delegação que irá à capital norte-americana é a mesma que participa da mesa de negociação com o governo, mediada em Caracas pelo secretário-geral da OEA, César Gaviria.
A delegação ''estará presente em Washington para conversar com os chanceleres que estarão ali, para dar-lhes nossa visão do processo político venezuelano, do significado que tem hoje em dia a greve (geral, convocada pela oposição) e da crise política'', declarou Zambrano.
O porta-voz opositor acrescentou que o encontro mais importante será com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, porque ''vai esclarecer uma quantidade de dúvidas que há de ambas partes'', e porque o Brasil teve a iniciativa para a criação do Grupo de Amigos.
Este grupo formado pelo Brasil, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Chile e México, apoiará as gestões de Gaviria em Caracas, que até o momento não conseguiu encontrar uma solução democrática para a crise venezuelana.

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