O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que foi reeleito por esmagadora maioria no domingo passado, anunciou seu plano de governo para os próximos seis anos.
Desde o início da campanha eleitoral, Chávez vem assinalando que durante esta nova etapa de seu governo se concentrará no saneamento da severa crise socioeconômica que se abateu sobre o país.
O governo pretende empreender ainda neste mês um plano de geração de trabalho para combater o desemprego, que em maio deste ano alcançou o índice de 13,8%. Chávez já adiantou que sua equipe promoverá a criação de ‘‘batalhões produtivos’’, nas áreas rural e urbana, com a ajuda do monopólio estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), dos militares e da Igreja Católica.
O governo pretende iniciar um agressivo plano de infra-estrutura em todo o país para ativar o setor da construção civil, onde o índice de desemprego atinge os 20%.
De acordo com analistas, o plano econômico de Chávez, será factível, já que o governo conta com uma sobra de cerca de US$ 5 bilhões em sua conta de petróleo, devido à alta do produto no mercado internacional.
Os opositores acusam Chávez de ter descuidado da área econômica para se concentrar em seu processo político ‘‘revolucionário’’. De acordo com analistas, as constantes confrontações entre Chávez e praticamente todos os setores do país nos primeiros 17 meses de governo causaram grandes incertezas políticas e afugentaram muitos investidores da Venezuela.
Segundo o ministro do Planejamento, Jorge Giornani, o governo prevê um total de US$ 7 bilhões em investimentos estrangeiros até o final deste ano.
A Venezuela, apesar de ser o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, registrou no ano passado uma recessão econômica de 7,2% do produto Interno Bruto (PIB). No primeiro trimestre deste ano, entretanto, a economia registrou um crescimento de 0,3%.
O presidente da Confederação Venezuelana das Indústrias, Juan Calvo, disse que seu setor está disposto a respaldar qualquer iniciativa do governo, mas insistiu que para conseguir a reativação do setor industrial são necessários planos que promovam a compra de produtos nacionais e estímulos às exportações.

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