Caracas - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, prevê tempos ‘‘difíceis para a revolução’’, que continua ameaçada por uma ‘‘conspiração’’ dirigida por setores políticos e econômicos do país. Chávez, de 49 anos, afirmou ante seus partidários que ‘‘os conspiradores continuam trabalhando, buscando apoio militar e internacional’’ para tentar tirá-lo do Governo.
  Milhares de chavistas percorreram Caracas sábado em uma marcha pacífica em protesto pela recente decisão do Tribunal Supremo, que na semana passada negou o julgamento de quatro altos militares envolvidos no golpe de Estado do passado 11 de abril.
  Nesse dia, Chávez foi afastado do poder durante 48 horas, para no dia seguinte ser substituído por um fugaz governo transitório.
  O presidente advertiu que nos próximo meses ‘‘os desesperados tentarão quebrar a revolução’’, por meio de mecanismos como a convocação de greves gerais, ‘‘jogando na quebra das empresas e do país com a fuga de capitais’’.
  Disse que ‘‘as minorias que pretendem desestabilizar o país pudem estar desafiantes pela decisão do Tribunal Supremo de Justiça’’, que não quis julgar os oficiais de alta categoria acusados de rebelião.

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