Chávez admite dar anistia aos rebeldes
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
Agência EFE 
Caracas O presidente venezuelano, Hugo Chávez, estendeu ontem a mão aos militares rebeldes ao aceitar que a concessão de uma anistia seja um dos assuntos que trataria uma mesa de negociação entre o Governo e a oposição. Chávez respondeu com um claro ''certamente'', ao ser perguntado se estaria disposto a conceder o perdão aos militares que há oito dias se declararam em ''desobediência civil'' em uma praça de Caracas, apoiados por uma multidão de simpatizantes opositores.
''Não temos nenhuma intenção de que este grupo de militares se afunde numa prisão, de generais de divisão até soldados'', acrescentou o presidente venezuelano durante uma entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros no Palácio de Miraflores, no centro de Caracas.
Referendo Hugo Chávez garantiu também que não teme expor seu poder num referendo, mas insistiu em que a convocação seja constitucional.
''Quem disse que Hugo Chávez tem medo de um referendo?'', perguntou o governante. Chávez disse que seu Governo não descarta a possibilidade de disputar eleições, mas afirmou que não participará destas por ''capricho ou interesses'' de seus adversários políticos.
O presidente lembrou que sempre foi favorável aos referendos, e prova disso foi que, ''como segundo ato político depois de ter tomado posse, em fevereiro de 1999, foi convocado um referendo para a aprovação da Constituinte''.
A coalizão de oposição, reunida na Coordenadoria Democrática, intimou Chávez, no último dia 10, a renunciar ou antecipar as eleições, depois de um ato de protesto respondido três dias depois pelos partidários do governo com uma manifestação de proporções semelhantes.
Chávez diz que antecipar as eleições é inconstitucional.


