France Presse
De Washington
O novo observatório espacial Chandra, encarregado de estudar a origem dos raios X do universo, transmitiu imagens magníficas de uma supernova e um quasar, anunciaram nesta quinta-feira em Washington os responsáveis pela missão.
‘‘É realmente espantoso, não poderíamos estar mais contentes’’, declarou o professor Harvey Tananbaum, do observatório de astrofísica Smithonian, de Cambridge (Massachusetts).
O Chandra, lançado no mês passado pela nave espacial Columbia, tirou fotografias da explosão de uma supernova, e um quasar, um corpo celeste de aparência estelar.
A supernova Casiopea A aparece de forma tão precisa que pode se distinguir em seu centro um buraco negro, possivelmente um corpo muito denso, resultado da contração do centro de uma estrela, ou de uma estrela de nêutrons – um corpo estelar formado por gás de nêutrons.
Outro instantâneo mostra um quasar do qual sai um jato de 200 mil anos-luz de comprimento. Um quasar libera uma energia comparável à produzida por 10 bilhões de sóis como o do nosso sistema.
Estas duas imagens provam, para a Agência Espacial Américana (NASA), que o Chandra funciona perfeitamente. ‘‘Quando vimos a primeira fotografia’’, destacou durante uma entrevista à imprensa outro dirigente da missão, o professor Martin Weisskopf, ‘‘soubemos que o sonho estava se realizando’’.
‘‘Este observatório está pronto para ocupar seu lugar na história das conquistas científicas espetaculares’’, acrescentou.
O Chandra, que recebeu o nome do astrofísico Subrahmanyan Chandrasekhar, Prêmio Nobel de Física 1983, será o terceiro grande observatório espacial, junto com o Hubble e o Compton Gamma Ray, dos quatro que a NASA planeja manter em função nos próximos anos para estudar o universo. Sua vida útil é de cinco anos.
O observatório, com 20 toneladas de peso e 18,9 m de comprimento custou 1 bilhão e 500 milhões de dólares.

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