Chanceles da UE discutem Iraque e Oriente Médio
Riva de Garda, Itália - Os ministros das Relações Exteriores da União Européia (UE) discutiram ontem, em seu segundo dia de reuniões na localidade italiana de Riva del Garda (norte), a situação no Iraque e o processo de paz entre israelenses e palestinos.
Vários países europeus se pronunciaram nos últimos dias sobre a proposta de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) feita pelos Estados Unidos para a criação de uma força internacional para agir no Iraque. Enquanto a Alemanha e a França, junto com a Rússia, a consideram insuficiente, o Reino Unido, Espanha e Itália se mostraram satisfeitos.
Os chanceleres da Grã-Bretanha e da Espanha, Jack Straw e Ana Palacio, se disseram ''otimistas'' sobre a possibilidade de aprovação de uma nova resolução. Straw destacou que para passar a administração do país para os iraquianos com rapidez, como pede a França, devem existir ''instituições efetivas que possam assumir a soberania''.
Para a ministra espanhola a proposta americana ''inclui os pedidos da Espanha'' sobre ''um calendário claro do processo político'' para ''elaborar uma constituição e uma norma que permita a celebração de eleições'' no Iraque, além de englobar o pedido do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, de que os Estados Unidos cedam parte do poder de decisão no processo de estabilização do Iraque.
Os chanceleres europeus também estão abordando o processo de paz no Oriente Médio e o papel do Quarteto, grupo formado pela UE, Estados Unidos, Rússia e a ONU patrocinador do plano de paz para a região que prevê a criação de um Estado palestino em 2005.
Os ministros do bloco europeu, junto com os representantes dos 10 países que irão integrar a UE a partir de 2004, também destacaram a necessidade de um maior envolvimento no Quarteto e de ações para bloquear possíveis contas bancárias na Europa de grupos próximos ao movimento radical palestino Hamas.
Durante o encontro, o ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin, informou que houve um consenso para inscrever o Hamas na lista européia de organizações terroristas.





