Os chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovaram ontem por aclamação e com urgência a Carta Democrática Interamericana a pedido do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, que teve de abandonar a sessão em razão da terrível onda de atentados em seu país.

Os chanceleres e representantes dos 34 países da OEA manifestaram seu apoio à aprovação da Carta como uma demonstração de solidariedade para com os EUA e de rejeição aos graves atentados terroristas que abalaram o país e a comunidade internacional.

''Esta assembléia extraordinária da OEA, em consequência, adotou por aclamação a Carta Democrática Interamericana'', disse o chanceler peruano Diego García Sayán, após a aprovação do documento por um demorado aplauso.

Powell disse que sua intervenção previa que a aprovação da Carta seria uma clara mensagem às organizações terroristas.

''Uma tragédia terrível, terrível, se abateu sobre o meu país, mas também se abateu sobre todos aqueles que acreditam na democracia'', afirmou Powell.

O secretário de Estado pediu para ser antecipada a votação para a aprovação do documento ''porque desejo muito estar aqui para expressar a adesão dos EUA à democracia no hemisfério'', acrescentou.

Em seguida, os chanceleres da Argentina, Equador, Bahamas e Honduras sugeriram aos colegas que aprovassem a Carta por aclamação.

Após a aprovação do documento, Powell se retirou da assembléia em meio a aplausos solidários das delegações presentes e protegido por reforçada segurança.

O secretário de Estado chegou a Lima na noite de segunda-feira para participar da assembléia da OEA. Após os atentados em Nova York e Washington, Powell suspendeu sua viagem à Colômbia, país que visitaria em seguida, para regressar aos Estados Unidos.

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